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Nível de emprego na indústria paulista se mantém estável em setembro

12 mar, 2015

O emprego na indústria de transformação paul se manteve estável em setembro, com recuo de 0,01% na comparação com agosto, sem ajuste sazonal, o que representa o fechamento de 76 vagas. Os dados são do Índice de Nível de Emprego (INE), divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Considerando os três trimestres já fechados, a expectativa da entidade é que o setor elimine entre 75 mil e 80 mil vagas este ano, o que representará queda de cerca de 3% na comparação com o estoque de 2011.

Para Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, a recuperação do emprego virá apenas no próximo ano.

Segundo ele, o pior cenário para o indicador ficará em 2012 e não deverá se repetir em 2013. “Esperamos que a recuperação da indústria ganhe impulso no próximo ano, com a maturação das medidas que vêm sendo anunciadas pelo governo. ”

No acumulado do ano até setembro, ante igual período de 2011, o emprego na indústria de transformação paulista registra alta de 0,95%, com a criação de 25 mil vagas. Porém, Francini lembra que há uma redução sazonal de vagas no fim do ano, puxada pelo setor sucroalcooleiro, que faz demissões até dezembro.

Francini diz que a recuperação da indústria foi sucessivamente adiada desde o primeiro trimestre, sobretudo com o agravamento dos efeitos da crise financeira internacional. Assim, afirma, o ano para o emprego no setor foi perdido. No acumulado em 12 meses encerrados em setembro, o indicador recuou 1,95% na comparação com os 12 meses anteriores.

As demissões na indústria estão concentradas em seis setores mais afetados pela concorrência com importados e pela perda de competitividade no mercado global. Esse grupo representa 27,2% do total de 22 setores analisados. Do saldo negativo de 76,2 mil vagas na comparação entre setembro de 2012 e do ano passado (queda de 2,85%), eles respondem pelo fechamento de 65,4 mil postos de trabalho (85,8% do saldo total).

Segundo Francini, a concorrência com produtos importados afetou principalmente a cadeia de têxteis e vestuário, que abrange setores intensivos em mão de obra. A produção de bens intermediários (onde entra o grupo de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos) também foi afetada.

Entre os setores, aquele que mais demitiu (veículos automotores e autopeças), foi influenciado, de acordo com Francini, pelas indústrias de autopeças, cujo desempenho até agora neste ano é bem pior que no ano passado, devido à queda na produção de caminhões.

*Fonte: Valor Econômico – 17/10/2012

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