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AMUSUH reforça apoio a municípios em prol dos usos múltiplos dos lagos

Reservatórios de diversas usinas, dentre eles vários nos estados de Goiás e Minas Gerais, têm sofrido com a falta d’água que afeta sobremaneira a geração de energia elétrica e outras fontes de renda ligadas aos lagos. Para apoiar esses municípios e buscar saídas que mitiguem os impactos, a Associação Nacional dos Municípios Sedes de Usinas Hidroelétricas e Alagados (AMUSUH) participou na quarta-feira (11) de reunião em Brasília com o diretor do Departamento de Monitoramento do Sistema Elétrico do ministério de Minas e Energia (MME), Guilherme Godoi, assessores técnicos e parlamentares do Ministério.

No encontro foram debatidas as possíveis medidas para que o monitoramento do nível das águas do reservatório da usina de Emborcação seja mantido visando a prática dos usos múltiplos dos lagos, em especial nos municípios de Três Ranchos e Anhanguera que dependem muito do turismo.

Localizados sobre a bacia do rio Paranaíba e integrante da Bacia do Paraná, que possui a maior capacidade de produção de energia por hidrelétricas do país, os reservatórios de Itumbiara e de Emborcação em Goiás, por exemplo, têm registrado graves crises hídricas. Por isso, a geração das usinas tem sido muito aquém da média histórica.

Para o prefeito de Três Ranchos (GO) e membro do Conselho dos Municípios Alagados da AMUSUH, Hugo Deleon de Carvalho Costa, a reunião no Ministério foi muito proveitosa. “Tivemos uma reunião no MME juntamente com a AMUSUH, com o vice-prefeito e com o secretário de Turismo no departamento de Monitoramento do Sistema Elétrico. Fomos muito bem recebidos. Falamos sobre o futuro do sistema elétrico, especialmente com relação ao nível do nosso reservatório da usina de Emborcação. O Plano de Recuperação dos Níveis dos nossos Reservatórios está caminhando. Saímos muito satisfeitos e agradecemos também à AMUSUH que luta por nós em várias frentes com relação à Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e outros temas. Estamos muito satisfeitos com essa luta”, declarou o prefeito Hugo Costa.

Em maio do ano passado, o Conselho Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, informou uma quantidade de chuva sobre a Bacia do Rio Paraná abaixo da média registrada nos últimos 22 anos. A porção mais vulnerável é a parte alta da bacia onde ficam o Rio Paranaíba e os reservatórios de Itumbiara e de Emborcação. Desde 2014, o nível tem se mantido entre seca severa, extrema e excepcional.

De acordo com o prefeito de Anhanguera (GO), Marcelo Paiva, a reunião com o diretor do Departamento de Monitoramento do Sistema Elétrico do ministério de Minas e Energia (MME) foi muito técnica e proveitosa. “Agradeço a todo apoio da AMUSUH e do Ministério nessa força-tarefa na busca por soluções para amenizar o período de crise hídrica que tanto afeta nossos municípios que dependem do turismo. O encontro entre os municípios e o Ministério foi muito produtivo e demonstra grande embasamento de todos os envolvidos. Somos muito privilegiados pela preocupação e controle sobre o monitoramento dos lagos. Ficamos muito satisfeitos com essa organização tanto do MME quanto da AMUSUH em defender os nossos municípios”, afirmou o prefeito Marcelo Paiva.

Segundo a secretária-executiva da AMUSUH, Terezinha Sperandio, o apoio aos municípios envolve ações práticas para resolver problemas presentes, assim como a elaboração de novos caminhos legais que consolidem os direitos municipalistas. “A Associação representa 739 municípios e também trabalhamos com demandas pontuais na representação com excelência desses 43 milhões de brasileiros que vivem nesses locais. A crise hídrica é resultado de vários fatores e a maioria pode ser revertida com políticas públicas eficazes como a recuperação dos reservatórios. Essa reunião no ministério de Minas e Energia representa uma nova etapa de mobilização no sentido de tornar nossas reservas hídricas mais saudáveis e seguras, tanto para a geração elétrica quanto para todo o setor envolvido, passando por empresários até aquele pescador que vive dos peixes do reservatório. A AMUSUH não poupa esforços nessas missões de grande amplitude municipalista e isso passa pelo Meio Ambiente, leis claras e justas e pelos usos múltiplos dos lagos das usinas”, afirmou Terezinha Sperandio.