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Cultivando Água Boa muda a realidade da região da Itaipu Binacional

Em 2003, o programa Cultivando Água Boa nasceu quando a Itaipu Binacional incorporou a responsabilidade socioambiental e a promoção do desenvolvimento sustentável de sua região de influência à sua missão institucional. Atuando em uma área que abrange 29 municípios com aproximadamente um milhão de habitantes e 800 mil hectares de área, o Programa tem como objetivo maior cuidar da riqueza hídrica da região.

Uma das últimas ações do Programa foi a entrega de um ônibus para o Conselho dos Lindeiros do Lago na quarta-feira, 22 de Junho. O veículo será usado nas atividades da Rede de Educação Ambiental Linha Ecológica. Além disso, também foi assinada a renovação do convênio do programa Rede para o período de junho de 2016 a junho de 2018.

O programa Cultivando Água Boa atua em estratégias para preservar a água nesta região onde se encontram cerca de 35 mil propriedades rurais com menos de 50 hectares que, em sua grande maioria, são de caráter familiar e trabalham em sistemas de cooperativas. Os destaques produtivos da região são lavouras de milho e soja, integradas à pecuária de leite, suinocultura e avicultura. Tratam-se de atividades de alto impacto ambiental, principalmente pela produção de dejetos e uso intensivo de agrotóxicos.
Para enfrentar estes e outros passivos ambientais e sociais, o programa Cultivando Água Boa lança mão de um conjunto de projetos interconectados de forma matricial e gerenciados de maneira participativa com a comunidade e com mais de 2 mil parceiros, entre órgãos dos governos federal, estadual e municipal, universidades, cooperativas, ONGs, associações de classe e de moradores, entre outros.

Atualmente, o Programa já trabalhou 217 microbacias o que representa 30% do território. Isto significa a recuperação de microbacias hidrográficas a partir de suas nascentes com o plantio de árvores nas matas ciliares e nas nascentes, a colocação de cercas para a proteção das bacias, a implantação de abastecedouros comunitários, a readequação de estradas rurais para evitar erosão e o terraceamento de solos agrícolas.

Além disto, o Cultivando Água Boa também estimula a agricultura orgânica e técnicas mais sustentáveis como o plantio direto. Mais 1.200 propriedades rurais da região já produzem orgânicos que chegam à merenda escolar dos 29 municípios. Soma-se a isto o cultivo de plantas medicinais nativas da região que são beneficiadas e distribuídas em postos de saúde do SUS. As empreitadas de recuperação e conservação, somadas aos novos hábitos de produção e consumo, permitiram uma melhoria geral das condições ambientais da região.

Outra ação de destaque é a geração de energia a partir do biogás resultante da decomposição de dejetos da pecuária. Pela primeira vez no Brasil esse tipo de energia renovável está presente em pequenas propriedades. Transformamos assim um problema ambiental em fonte de renda e autonomia energética para os produtores rurais. Ao se fortalecer comunidades locais, capacitando-as e empoderando-as para cuidar de si mesmas e do território onde vivem, é construída a cidadania planetária e a conexão global-local.

Todas estas práticas são referendadas pela ONU-Água que, em 2015, reconheceu o Cultivando Água Boa com o prêmio “Water for Life” na categoria melhor prática de gestão da água. Este reconhecimento internacional e os bons resultados alcançados pelo programa têm inspirado diversos governos nacionais, como Minas Gerais e Distrito Federal, e internacionais como Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, República Dominicana e Guatemala a adotarem a metodologia do Cultivando Água Boa em seus territórios. A ampla visão de sustentabilidade territorial propicia novos meios de ser, sentir, viver, produzir e consumir na área de influência da Itaipu Nacional. Que os horizontes nos tragam novos desafios e boas águas para continuarmos navegando nos caminhos da sustentabilidade.

entrega onibus

assinatura convenio

Nelton Friedrich, diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional

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