Pacotes de serviços sobem até 36%

Parte do trabalho do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) obtido pelo Estado mostra como evoluíram os preços dos pacotes de serviços bancários nas seis maiores instituições do País. No levantamento, que compara o intervalo entre abril de 2011 e agosto de 2012, o maior reajuste ocorreu no pacote “Econômico” do Itaú: 36%.

Em nota, o banco informou que os preços de tarifas e pacotes de serviços estavam sem reajustes “desde fevereiro de 2010”. O Itaú também argumentou que ontem reduziu vários preços de tarifas e pacotes para pessoas físicas e empresas. Por isso, considera ultrapassado o trabalho do Idec.

O Banco do Brasil promoveu o segundo maior reajuste entre as grandes instituições no período – 32%, também no pacote “Econômico”.

Em nota, explicou que, “no último dia 8, anunciou a redução de até 34% nos preços de sete pacotes de serviços e de 24 tarifas prioritárias, consolidando sua prática de oferecer sempre as melhores tarifas do mercado”.

No Bradesco, o pacote “Fácil” ficou 31% mais caro. Também por nota, o banco disse que, “considerado o período entre abril/2008, início da vigência da regulamentação do BC sobre cobrança de tarifas, e setembro de 2012, o reajuste ficou abaixo dos principais indicadores de preço”.

Na Caixa, o pacote “Fácil” subiu os mesmos 31% do Bradesco no período. Também em nota, o banco estatal disse que “para as cestas de serviços ofertadas para pessoas físicas, houve uma atualização de preços em janeiro de 2012 em razão do aumento de serviços disponibilizados e do respectivo impacto nos custos”.

O HSBC reajustou o pacote básico em 20%. Em nota, afirmou que “as tarifas cobradas pela prestação de serviços podem variar de acordo com o nível de reciprocidade que o cliente possui”. O Santander não se pronunciou porque, no período, apurou reajuste inferior à inflação.

*Fonte: O Estado de S. Paulo – 18/10/2012