Camargo Corrêa construirá usina de US$ 1,1 bi na Colômbia

O consórcio liderado pela Construtora Camargo Corrêa venceu a licitação da Hidrelétrica de Ituango, na Colômbia. O contrato para construir a usina, de 2,4 mil megawatts (MW) de potência, no Rio Cauca, a 180 quilômetros (km) de Medellín, é de US$ 1,1 bilhão.

No total, cinco grupos diferentes participaram da disputa promovida pela Empresa Pública de Medellín (EPM), como os consórcios formados pelas brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS, e de outros países como Itália, Espanha, Coreia do Sul e China. O resultado da licitação, cujo processo foi iniciado há 11 meses, saiu na terça-feira.

Para entrar no leilão, a Camargo Corrêa repetiu a parceria feita para a construção da Hidrelétrica de Porce III, de 600 MW, concluída no início do ano passado no país. Além da construtora, o consórcio é formado pelas empresas colombianas Conconcreto e Conisa. Segundo o presidente da Construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, as obras devem ter início imediato e durar seis anos – ou seja, será concluída por volta de 2018.

Obra complexa. Ele explica que o empreendimento está localizado numa região montanhosa e exigirá grande volume de escavação em rocha. Além disso, a barragem terá 225 metros de altura – a Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo, tem 196 metros de altura.

“Vamos aplicar em Ituango toda nossa experiência em obras complexas de grande parte.” O projeto prevê a construção de uma casa de força subterrânea para oito turbinas tipo Francis, de 300 MW cada, além de exigir a escavação de 10 km de túneis.

No total, o empreendimento vai empregar 5 mil pessoas no pico da obra. A maioria será da Colômbia. “Eles têm mão de obra qualificada e com um nível de custo às vezes mais barato que aqui”, destaca Avancini.

A previsão dele, é que entre 50 ou 70 profissionais do Brasil sigam para a Colômbia gerenciar o projeto.

De acordo com o executivo, embora a questão da segurança seja um ponto de atenção, fazer negócios no país vizinho tem sido bastante tranquilo. “A estatal responsável pela hidrelétrica é séria e tem um planejamento que funciona muito bem.”

Quando uma usina entra em licitação, diz ele, já há um projeto executivo pronto e todas as licenças ambientais estão liberadas. O resultado disso é que a obra termina pelo valor contratado e os prazos são cumpridos. Além disso, completa Avancini, o sistema jurídico é muito claro e a questão contratual é respeitada. “Em Porce III, não tivemos aditivos significativos ao contrato.”

No Brasil, a Camargo Corrêa participa da construção das hidrelétricas de Jirau, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu.

*Fonte: O Estado de S. Paulo – 30/08/2012